Jornalismo Investigativo

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A tv aberta brasileira contém em sua grade de programação uma gama de lixo alienador que alimenta seus telespectadores conformistas que cada vez pedem mais. Os donos de emissoras tem conhecimento da lucrosa deseducação que promovem. A mídia de entretenimento embora inferior ao jornalismo sério em questão de formação de opinião, exerce tanta influencia quanto. Porém este artigo fala sobre jornalismo quando divulgado pela grande mídia, considerada por muitos O Quarto Poder (e estou de acordo). Nos noticiários onde crimes e desgraças ocupam terreno, percebemos os prós e contras nas reportagens, e este artigo trará uma breve perspectiva sobre os dois lados do Jornalismo Investigativo a partir do ponto de vista limitado do “eu” como telespectador.

PONTOS NEGATIVOS

A televisão de um país representa a cultura de seu povo e o establishment atual que compõem os pensamentos e comportamentos, podendo criar novos paradigmas que ditarão como devemos nos portar ou quais opções existem diante embates sociais muito subjetivos. Estas discussões humanas infinitas e inúteis que tanto ocupam espaço televisivo demonstram a vontade da maioria por tópicos medíocres, tornando suas mentes limitadas ao senso comum. Desta forma, o pensamento científico é excluído dando lugar a preconceitos, julgamentos errôneos e conhecimentos pífios. A falta de programas educativos e a sobra de programas toscos comprova. Quando o jornalismo se molda pela vontade geral, temos notícias desfiguradas que acabam por desfigurar em dobro as mentes ignorantes, levando ao caminho da deturpação intelectual.

O Jornalismo Investigativo, uma das áreas mais respeitadas na profissão, muitas vezes busca o sensacionalismo para adquirir público. Esta não-neutralidade favorece alguns e desfavorece outros, ao utilizarem de termos cuidadosamente selecionados para compartilhar a notícia. Enquanto muitos adjetivos culpam diretamente os desfavorecidos economicamente por crimes, outros adjetivos apenas apontam indiretamente uma suspeita em relação às classes afortunadas. Estas manchetes significam o medo da imprensa de receber um processo pelas partes do suspeito rico, sem falar  em uma visão automática distorcida de qual tipo de pessoa está apta à cometer crimes.

Infelizmente, as vítimas também são expostas cruelmente para se capturar um furo de reportagem. Crianças violentadas ou parentes em funerais respondendo perguntas óbvias sem necessidade para preencher entrevistas. Em momentos de grande tristeza a informação deve ser retirada de uma fonte secundária para poupar a dor, pois o objetivo é repassar ao público uma notícia, portanto uma pauta útil deveria ser registrada. Me parece que nestes momentos se pretende divulgar o lado dramático e humano da reportagem, porém o resultado se mostra contrário.obj

PONTOS POSITIVOS

Como nem sempre obtemos a verdade diretamente em qualquer área da vida, no jornalismo não é diferente. Ao recebermos uma informação precisamos ligar o “Modo Crítico”, pois provavelmente haverá falha humana em algum momento do relato. Devemos filtrar os dados de forma neutra: Em uma visão dialética, através do emissor jornalístico obtemos a informação tida como real (tese), então a contradizemos (antítese) e a partir deste confronto, concluímos (síntese). Por não haver diálogo entre o telespectador e apresentador, este “debate mental” deve ser praticado como simples exercício questionador, porém não revelador de uma verdade absoluta.

As tragédias criminais servem para divulgar problemas sociais e áreas que necessitam de reforço na Segurança Pública, ajudando a população e a polícia no reconhecimento de criminosos. Também vemos o mundo como realmente é: Repleto de seres humanos com atitudes desonrosas praticantes de atos inimagináveis. Neste contexto cru porém necessário, temos conhecimento e nos precavemos diante da criminalidade. É possível extrair aprendizado do menor detalhe se a mente do observador transcender a linha do senso comum.

A mídia divulga uma verdadeira prestação de serviços através de esforçados e inteligentes jornalistas infiltrados que seguem pistas de políticos corruptos, descasos em hospitais, tráfico, quadrilhas e etc, praticando atividades vinculadas às autoridades policiais. Quando isto ocorre, se percebe a compulsão por descobrir e evidenciar a verdade (o que gera discussões sobre os limites da profissão e os perigos, como exemplo o jornalista Tim Lopes). Quando a cobertura é supervisionada por profissionais experientes como Roberto Cabrini (atualmente em Conexão Repórter) e Domingos Meirelles (conhecido por Linha Direta), o público adquire os fatos com maior probabilidade de estarem corretos. 

“É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um pelos abusos que cometer.

É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.”

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Appel

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