A Magia da Crença parte 1

O objetivo deste artigo é puro e frio: Desmistificar eventos considerados paranormais por aqueles que desconhecem todos os elementos que ocasionaram tais fenômenos. Episódios que desafiam a capacidade intelectual humana ocorrem com frequência, manipulados por autoridades que visam obter sucesso através de charlatanismo, enganando fiéis e sugando o dinheiro, a liberdade e a vida da população. Devo dizer que editei este artigo diversas vezes pois ficou grande demais e infelizmente tive que retirar algumas informações, portanto acredito que logo escreverei a segunda parte. Boa leitura.

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Nenhuma quantidade de crença torna algo um fato

Sem Sentido

O problema das crenças é que estas não se baseiam em obter todos os dados a posteriori possíveis para concluir uma dúvida. Na maioria das religiões, questionar regras ou até contradições existentes em determinada fé seria ofensivo, e a teoria “Deus das lacunas” preenche qualquer argumento. As diferentes religiões ao redor do globo seguem geralmente a mesma premissa, que de certa forma pode ser explicada através dos Arquétipos de Carl Jung e Monomito de Joseph Campbell.

O fato de alguém acreditar em algum deus ou profeta, seja Alá, Maomé, Odin, Zeus, é uma questão cultural e aplicado pela eventualidade da pessoa ter nascido em determinada região (entre outros fatores, como a personalidade/perfil psicológico). Um cristão fanático nascido nas Américas seria um muçulmano fanático se tivesse nascido no Oriente Médio ou Ásia. Enquanto alguns pastores  exercem seu trabalho com boas intenções, outros utilizam de  hipnose para ludibriar seu rebanho.

Charlatanismo e Religião

O “toque de Charcot” (referência ao médico Jean Martin Charcot, professor de Freud) é praticado por diversos pastores que adaptam este transe hipnótico à algo divino, ao tocar a testa de fiéis que logo em seguida caem ao chão. Diferentes métodos psicológicos fazem com que os devotos tenham espasmos, chorem, pulem, contraiam a musculatura, não sintam dor, através do poder da sugestão hipnótica comprovada, alterando reações neuroquímicas.  Acredito que uma explicação paranormal só deve ser aceita quando todas as explicações científicas se esgotarem. Ou talvez exista uma explicação científica ainda não encontrada pela humanidade.

A ciência trata-se de continuar procurando por respostas, e não aceitar uma conclusão sem evidências apenas por quê é reconfortante ou conveniente. E claro que a existência de charlatões não significa que algo divino não exista, apenas que deve ser aceito com provas. Porém, existem casos extremos em que, à primeira vista, a possibilidade de possessão parece válida. Quibayo, Quimbanda ou Ekembert são religiões da América Latina onde a mutilação e aparente possessão ocorrem. Os adeptos de Quibayo ou Ekembert até mesmo rasgam a própria língua com lâminas repetidas vezes:

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Alta dose de substâncias psicoativas? Convulsões e contração muscular mesméricas? Veja as imagens acima, a primeira sobre estes rituais sangrentos, e as demais sobre o tema seguinte: Médiuns que afirmavam materializar ectoplasma.

Eventos de ectoplasmia até hoje são considerados extraordinários. Na primeira foto temos um médium expelindo ectoplasma com Chico Xavier ao lado (sim, a pessoa de branco seria um fantasma e se chama Otília Diogo, uma falsa médium); na segunda foto Eva Carriére e na última Harry Houdini, o famoso escapista/ilusionista/desmascarador de charlatões. Houdini está demonstrando que através de truques é possível criar um fantasma. Algo muito usado por videntes é o Efeito Forer, que pode ser visto no vídeo abaixo.  Crenças religiosas são semelhantes à pseudociências por seguirem o que acreditam ser verdade sem evidências concretas, com a diferença de que os princípios e valores tem uma importância maior.

Valores

Princípios e valores são subjetivos e baseados na percepção individual ou em massa de certo/errado adquiridos pelo modo de criação familiar, experiências, projeção psicológica, biopsicossocial e etc. O problema de alguns valores é a formação de preconceitos e julgamentos errôneos. Preconceitos são gerados sem base lógica, muito menos estoica. Sei que estes são pensamentos óbvios de entender, porém não óbvios de sentir ou abrir mão. As pessoas não entendem que o mundo é absoluto independente de nossa existência (Filosofia Objetivista de Ayn Rand é um exemplo), e acreditam que o modo como o enxergam é a verdade única e imutável.

A crença muitas vezes deturpa a razão. Por contermos cérebros falhos, perceber a realidade em sua totalidade é impossível pela limitação de nossos sentidos. Devemos subtrair crenças desnecessárias do nosso “eu” para observar o mundo da forma correta disponível na humanidade. Estas questões morais que tanto são debatidas pela sociedade não tem sentido pragmático pois entram em loop sem acordo entre ambas as partes.

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Mágica

Como citei ilusionistas, não posso deixar de ponderar sobre a mágica, uma das formas de arte que mais admiro. A mágica existe desde o Antigo Egito, e a partir do século XVIII ganhou espaço em teatros e foi prestigiada. Considero os eventos conhecidos como Vaudevilles uma das eras mais clássicas da mágica. Foram eventos entre 1880 e 1930, onde diversos espetáculos de entretenimento como música, teatro, comédia, artistas circenses, freakshows, eram apresentados. Vários ilusionistas foram considerados verdadeiros magos dotados de poderes sobrenaturais graças à ignorância do povo de sua época. Porém, estes truques podem ser explicados através da neurociência: LINK PARA A MATÉRIA.

Nosso cérebro contém falhas aproveitadas por estes ilusionistas no momento de suas performances, e por conta disso, é muito interessante criar teorias de como o truque foi realizado. Desta forma, é possível treinar a mente para encontrar padrões em muitos eventos ocorridos perante nossa existência neste planeta, e assim aprendemos a interpretar a realidade. Ao entendermos o truque mais complexo, moldamos nossa compreensão de como aspectos da vida interagem entre si, e a única crença multiplicada é a mais importante: A crença na realidade.

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